Já imaginou viajar em cima de uma prancha?!

06 dezembro, 2018

Tá vendo esse cara aí na foto?

Ele já remou com pinguins, arraias, tartarugas, tubarões (pasmem!) e diversos tipos de pássaros em Galápagos, no Equador. Já foi remando do Canadá aos Estados Unidos e já parou o tráfego de aviões em Toronto, depois de tirar uma fina da pista do aeroporto…Rs. E as aventuras do viajante não param por aí! Quando remava pelos mares de Fernando de Noronha, precisou pegar carona num barco cheio de turistas e acabou ficando conhecido como William, em homenagem ao personagem de Tom Hanks, do filme O Náufrago… Rs. E tudo isso vivido em cima de uma prancha de Stand up Paddle, esporte conhecido também como SUP!

Pois é. O fotógrafo Daniel Aratangy, autor do blog Caminhos do SUP, viaja sempre em companhia de sua prancha. A ideia é justamente essa: fazer travessias de SUP nos mares e lagos mundo agora e voltar pra casa com muita história pra contar!

Em um bate papo com o Por trás da foto, Daniel revelou como é viajar com uma prancha de Stand up Paddle e deu altas dicas de destinos e de como viajar de SUP! Dá só uma olhada!

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Como surgiu a ideia de viajar de SUP? Conte um pouco sobre a sua trajetória.

Daniel: Comecei a remar em 2013. Tinham me falado que eu ia gostar do SUP, mas achava que era um esporte para pessoas mais velhas, não sei porque… Porém, na primeira vez que subi na prancha, foi amor à primeira vista! Desde então, fui fazendo remadas cada vez mais longas e agora praticamente só viajo para lugares que sei que vai ter onde remar.

Viajo a trabalho com frequência. Sempre tento esticar uns dias por minha conta e levo a prancha de SUP comigo.

Em Galápagos, os viajantes remam ao lado de leões marinhos

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Você faz travessias de SUP até que distância e dificuldade? Você leva sua bagagem em cima da sua prancha ou a deixa em algum lugar? Conte como você planeja e faz suas viagens.

Daniel: A maior distância que fiz de Stand up Paddle em um dia foi 34 km. Saí da Ilha Vitória, que pertence ao município da Ilhabela SP, e fui até Ubatuba, num dia inteiro de remada.

A maior travessia de SUP foi a volta completa na Ilha Grande RJ. Foram cinco dias, remando uma média de 25 km por dia. Nessa viagem levei tudo em dois sacos estanques, presos na prancha por elásticos. Tinha roupas, comida enlatada, barras de proteína, sabonete, desodorante, toalha, câmera fotográfica, drone, tudo. Ah, também levei uma rede que usei para dormir em uma das noites que passamos numa praia deserta.

Normalmente planejo as travessias com muita antecedência. Penso num lugar que gostaria de ir e vou dar uma olhada no Google Maps. Aí traço as rotas e meço as distâncias. Também começo a acompanhar as previsões de tempo e, principalmente, de vento. Vejo locais para me hospedar. Quando consigo um tempo, vou com tudo certinho.

É seguro viajar de Stand up Paddle? Há riscos? Que cuidados o viajante precisa tomar para praticar SUP em sua viagem?

Daniel: Existem alguns riscos numa viagem de SUP, mas faço o possível para minimizá-los. Uma das coisas que mais me assusta quando estou no mar é tempestade de raios. Então, sempre que percebo uma se aproximando, já vou para terra firme e espero ela passar.

Também é raro fazer travessias em alto mar. Normalmente remo numa distância da costa que sei que, se tiver algum problema com o equipamento, consigo me virar nadando.

Sempre levo celular, mesmo sabendo que não pega nos lugares mais remotos que vou. E carrego algum dinheiro, caso, numa emergência, precise do resgate de algum pescador.

Outra coisa importante é que sempre conto pra alguém para onde estou indo. Caso aconteça alguma coisa, essa pessoa vai saber onde me procurar.

 

Que dicas você dá para um viajante que nunca viajou de SUP, mas tem interesse em planejar uma travessia?

Daniel: Primeiro gostaria de dizer que o Stand up Paddle é um caminho sem volta (risos). Você vai começar e vai amar! Não tem nada mais gostoso.

Eu comecei a viajar de SUP sem planejamento nenhum. Fiz uma remada até a Ilha Anchieta, em Ubatuba SP, sem avaliar direito a direção do vento, nem medir as distâncias. Não levei comida e tinha pouca água. Minha sorte foi que, quando cheguei lá, um grupo de bombeiros estava treinando recuperação de corpos em alto mar e me ofereceu comida. Na verdade, fui eu que pedi (risos).

Quanto ao equipamento de SUP, sugiro uma prancha de bico em V, mais longa e estreita. Assim a remada vai render mais e você vai se esforçar menos. Um remo leve, de carbono, também ajuda bastante.

Para quem for mais precavido, pode levar um SPOT: equipamento de geolocalização e envio de mensagens que não depende da rede de celulares.

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O que torna um destino apropriado para a prática de SUP?

Daniel: Basicamente qualquer lugar com água é um destino em potencial para a prática de SUP. Até no rio Pinheiros, em São Paulo, já teve um cara que remou! Tem gente que rema na Antártida, no meio dos blocos de gelo!

Então, mares, lagos e rios são o meu foco. Só os rios menores, com corredeiras, são menos navegáveis. De resto, cada um tem suas dificuldades e prazeres.

A única coisa que atrapalha mesmo a remada é o vento forte. Tem lugares em que é simplesmente impossível remar por causa da força do vento. Em Alagoas, por exemplo, não consegui fazer roteiros de ida e volta. Tinha sempre que ir a favor do vento e pedir uma carona para voltar.


Quais são os 5 melhores destinos no Brasil para praticar SUP?

Daniel: O Brasil é um país incrível para remar de SUP. Tem muitos lugares incríveis. É difícil escolher apenas cinco. Mas segue aqui uma lista dos lugares que tenho uma relação afetiva: Ubatuba SP, Ilha Grande RJ, Fernando de Noronha PE, Altér do Chão PA, Abrolhos BA.



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Quais são os 5 melhores destinos internacionais para praticar SUP?

Daniel: Também é difícil escolher. Vou falar em cima dos que fui: Galápagos / Equador, Amsterdã / Holanda, Copenhague / Dinamarca, Thousand Islands / Canadá e NY / EUA.




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Que dicas você dá para quem vai levar a prancha de SUP na bagagem do avião? Que cuidados o viajante precisa ter?

Daniel: Nunca levei minha prancha rígida de SUP. Acabo levando a inflável, que é bem mais prática nessas horas e também rende bem. Mas sei que muitas pessoas levam as pranchas rígidas nos aviões. Parece que os trâmites nos aeroportos sempre foram difíceis, mas, agora que começaram a cobrar pelas bagagens, ficou um pouco mais fácil. Ainda assim, não sei se tenho coragem de despachar a minha. Dá um medo de quebrar, né?

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